sexta-feira, 5 de junho de 2009

Princípios para uma ministração abençoada

"Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos" - Apocalipse 15:4.

Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.

A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).

Sensibilidade - Salmos 43:3
Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.

Dependência do Espírito - Efésios 5:18
É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.

Inspiração (Palavra de Deus) - Salmos 22:25
O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).

Expressão - Gálatas 5:22
A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.

Segurança (saber o que fazer) - II Coríntios 3:4-6
A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.

Identificação (sacerdote) - Hebreus 5:1
O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens.

O ministério de Jesus - Hebreus 2:12. O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).

Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo. Deus abençoe!

(Ronaldo Bezerra)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Insegurança

Aiai! Que medo! Essa será a primeira postagem desse blog. É claro que devo desconsiderar as postagens de teste que coloquei no início aqui. Isso é uma das coisas boas da "era do computador": as teclas "delete" e "back space" e o comando "ctrl + z". Se não der certo, tire o cabo da tomada, aí torça para que o computador não tenha salvo a última modificação! Nós temos a grande chance de concertar ou apagar aquilo que não deveria ter saído. Nesse caso, pude fazer várias experiências com textos diversos para ver como ficaria o layout do blog e depois, mais tarde, apaguei. Pronto. Agora posso dar início com um texto de verdade (tomara que não venha aqueles ricos comentários "esse é o texto de verdade?"). Depois dos testes, posso trabalhar com mais confiança. Terei mais noção de como ficará a postagem.

Talvez essas duas palavras "medo" e "insegurança" andam juntas nos dias de hoje. Estão casadas! Não se desgrudam. Lembrou dessas palavras, lembrou também de acontecimentos que abalam nossa confiança, como é o caso recente do voo do avião que caiu no Atlântico. E daí sempre vem as perguntas "ainda é seguro andar de avião?", "será que não devo ir de carro?", "esse Foker não é aquele que...".

Assim também são nossas experiências em outras áreas da vida. Pegarei o exemplo da área ministerial. Como ficamos preocupados se as coisas irão dar certo, sem margem de erro e a reação que irá dar nas pessoas, principalmente das que estão em nossa volta. "Será que vou saber fazer?", "o que vão achar de mim?", "ai! Tô nervoso! Que dor de barriga!" e por aí vai nossa lista de exclamações.

Seria bom, aliás, quase sempre temos, a oportunidade do "teste". É aquela oportunidade para tu saber como tu sai numa determinada tarefa, como pregar, ministrar, tocar, dirigir um grupo, executar um trabalho ministerial. A maioria das vezes ficamos pensando na reação das pessoas. Não vou bater muito nessa tecla, pois já lemos, ouvimos e assistimos uma porção de vezes pregações a respeito. A verdade é que esquecemos do que diz na Palavra que "nosso Deus vê em secreto", como Jesus nos ensina a dar esmola, quando nos ensina a orar e a jejuar (Mt 6.4, 6, 18). Aliás, Deus não é visível, está em secreto, em nosso coração, então não deveria ser mais fácil TER CORAGEM? Quando falamos em "intenção", logo não nos referimos ao nosso coração? Para quem você entregou o seu coração? Onde devemos guardar a Palavra? De onde é gerado nossas intenções? Se você respondeu essa perguntas pra si, então responda mais essa: porque tanto medo e inseguraça?

Vai na fé, meu irmão!

(Jo 3.30)