Um dia desses, estava eu no restaurante onde diariamente almoço, e haviam servindo azeitonas. Hummm azeitonas... que delícia! E eram ainda azeitonas do tipo “sem caroço”. Que delícia ao cubo! Porque não tem coisa mais inconveniente do que tirar aquele caroço todos roído (e babado!) e ficar naquela indecisão “onde vou pôr isso agora?!” se no local estiver desprovido de “porta caroço de azeitonas”. Pois naquela degustação toda da azeitona, no meio de tanta comida e pessoas naquele restaurante, foi que pensei que isso daria uma boa reflexão.

Ainda não inventaram azeitona sem caroço. Deus quis fazer a azeitona e colocou um pequeno caroço no meio. Foi assim que Ele fez com o abacate, a ameixa, o pêssego e uma porção de outros frutos. O ser humano, como sempre descontente com a criação do Criador, tratou de industrializar essa espécie tirando o seu caroço. Ora, tempos atrás vi que inventaram a melancia quadrada. Acharam que para fins comerciais, ela seria melhor vendida nesse formato. Mas nesse caso foi alterado o seu código genético e conseguiram fazer com que nos pés de melancia sairia a fruta num formado que julgaram se adequado. Mas note que precisaram mexer no mais interior dos lugares da melancia para obter resultado. Voltando a primeira fruta (nesse momento vou ao Google pesquisar se azeitona é realmente fruta ou outra coisa) o homem conseguiu ter a capacidade de tirar a semente, mas não dar origem nela sem caroço, isso se nesse meio tempo que estou escrevendo um tal cientista inglês (sempre eles!) não fez esse invento.
Em nossa “cultura ministerial” acontece o mesmo. Estamos servindo a Deus, com alegria, colhendo vários frutos e começamos a nos queixar de algumas coisas, dos caroços. Ficamos reclamando se a igreja não dá mais estrutura para o grupo de louvor, reclamamos se o grupo foi abençoado com um violão de marca tal, mas gostariam de um outro. Há pessoas reclamando até do microfone que está a disposição para cantar,mas do que adianta isso se sua voz não ajuda! Esquecemos de que estamos ali para servir ao Criador de tudo e de nossas vidas, que deu o Seu único filho para morrer por nós e que nossa tarefa é levar o evangelho adiante, seja por meio da música ou qualquer outro.
Em Apocalipse 1.4 e 5, vemos um dos famosos versos que mais nos exorta na Bíblia dizendo para voltar as práticas das primeiras obras. Lá quando não nos preocupávamos com a marca do teclado, a potência da caixa de som, do tipo de microfone que nos colocaram. Se caso você sempre foi preocupado com isso, de nada vai adiantar ler esse texto porque talvez, sou muito fraco para chegar a sua “poderosa capacidade”, mas caso você se identifique com esse versículo, é interessante você voltar a fazer aquilo que Deus te capacitava a fazer no início do teu ministério. Pense um pouco mais na azeitona, no seu caroço, na sua vida e, principalmente, nas suas reclamações. Será que o caroço é tão duro mesmo? Incomoda tanto? Lembre-se de qual é o real motivo de você estar participando de um ministério. Pense um pouco mais na azeitona, delicie-se, coloque sua vida na presença de Deus e aprecie os frutos que você irá colher. E lembre-se: se nos determos a reter apenas o delicioso sabor do fruto da obra do Senhor, o caroço será apenas um detalhe, algo tão pequeno e dispensável que facilmente o depositaremos no “porta-caroços celeste”, os pés da cruz.